sexta-feira, 2 de março de 2012

Minha Alma.

"Eu"!...

     Não sou espírita, sou espiritualizado, o que não tem nada a ver com àquele "'ecto", que se manda e deixa a gente numa pior...

     Meu lado espiritualizado é muito mais ou menos do que isso ou aquilo além de meu corpo; é meu sexto sentido, é emoção substituindo razão... ...é meu pensamento, que voa Mundo afora, mas sem me deixar só... ...este lado que é minha alma...

     Minha alma é minha consciência sobre vida, mas não somente sobre minha vida... Minha alma é mais: é o respeito que tenho: 

     Por meus semelhantes;
     Pela ética na convivência social;
     Por todas as formas de vida na natureza;
     Por aqueles que não comungam com minhas ideias;
     Por mim mesmo, e por meus limites...
 
     Minha alma é e será tudo além de meu corpo, que restar materializado quando este resolver descansar: meu resto de matéria ou pouco, ou muito, ou nada em minha memória...

     Minha alma é a sabedoria, que o limite da capacidade de minhas percepções me permitiu acumular, além de minha matéria e até de meu “id”...

     Minha alma é meu “Eu”!...  

Delmar Fontoura 

3 comentários:

  1. Márcia Barcellos da Cunha2 de março de 2012 15:58

    Delmar,
    Parabéns! De nada adianta títulos e mais títulos se nossa conduta não é espiritualizada. Obrigada. Abraço. Márcia

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  2. Eu também tenho saudades – e não poderia ser de outra forma – das pessoas lembradas pelo senhor e do “pano de fundo” utilizado (Maria Fumaça, os Piuíiiis, os Tchucs, Tchucs, enfim, o cheiro do carvão e o barulho das rodas do trem, sobre os trilhos).

    Clô: Tia Clorecy, era sensacional. Calma, extremamente preocupada com os filhos, sempre havia um lugar no coração dela, para os sobrinhos que vinham de longe, no caso específico, eu, que vinha de Santa Maria, nas férias, passar uma temporada em Canoas. Religiosa, profundamente humanitária, ajudava a todos, sem distinção de credo político ou religioso. Éramos acolhidos com muito carinho pela tia Clô. Nas Festas Natalinas, eu fazia jús a brinquedos em quantidade e beleza iguais aos oferecidos aos filhos dela. Em dias de muito calor, seguia de ônibus até o Mercado Público, em Porto Alegre, para nos deliciarmos com um gostoso Sorvete com Salada de Frutas. Juntamente com o primo Negrão, saía de bicicleta na Federal (então muito perigosa...) e na Faixinha, até o anoitecer, quando, após o jantar, a pedida era um refrigerante bem geladinho e mais sorvete. As primas, ou tocavam Acordeon, como era o caso da Ninha, ou participavam dos passeios de bicicleta, caso de Lena e Verinha. Eu, nascido e criado na distante Vila Schirmer, em Santa Maria, sentia-me importante em Canoas, uma cidade junto à capital, com todo o progresso da Grande Porto Alegre, que já se fazia sentir. Para que se possa fazer uma comparação simples, em Santa Maria, havia uma população de 50.000 pessoas, lá pelos anos de 1955 1956, enquanto que Porto Alegre, já contava com mais de 500.000 pessoas, sem contar cidades próximas, entre as quais, Canoas. Tio Dal Forno, casado com tia Clorecy, era muito inteligente; estudioso e leitor assíduo, sempre transmitia seus conhecimentos para nós, seus sobrinhos.

    Maninha: Tia Gercy, recebeu-me em sua casa, por diversas vezes, quando residia em Belém Velho. Fazia um “alaminuta” daqueles de comer ajoelhado, tão saboroso era. A viagem, do centro de Porto Alegre para Belém Velho, parecia interminável, com estradas cheias de curvas, estreitas e mantidas em condições de trafego, com um areião, característico de regiões próximas a rios. Uma paisagem belíssima até Belém Velho, e, o calor humano com que eu era recebido, amenizava a saudade que, como criança, sentia de casa. O passeio na Praça Nossa Senhora de Belém, era o programa inadiável, em companhia das meninas, filhas da tia Gercy: Leda, Jussara e Elaine.

    Quinota: Vó Quinota, com a qual convivi pouco tempo, já que falecera quando eu recém havia completado 2 anos. Pelo que soube através de meu pai, que falava com imenso carinho de Vó Quinota, era uma pessoa de coração bondoso, amorosa e protetora de seus filhos. Faleceu muito nova, se considerarmos que ocorreu bem antes de completar 50 anos de idade, em 1944. Foi minha madrinha de Batismo, na Igreja São Pedro, em Porto Alegre, juntamente com meu padrinho Vô Dorval. Tenho profunda saudade do Vô Dorval e lembranças dos passeios que fazia com ele. Lembro-me de um presente que me deu, em um dia muito quente, daqueles de sol causticante. Era um chapéu de palha, do tipo usado por militares à época, em forma de elipse. Formato tal qual é usado hoje pelos Bombeiros, apenas que hoje, em fibra. Já adulto, fazia companhia ao Vô Dorval, nos jogos de carta, especialmente a modalidade Escova. A disputa era duríssima, às vezes ele deixava que eu ganhasse uma... Quando ele ia a Santa Maria, nos visitar, tínhamos a oportunidade de retribuir tudo aquilo que ele fazia por nós. Era um avô muito querido, do qual guardo um sentimento de profundo amor. Meu pai, Euclides, ensinou-me a respeitar Vô Dorval, tanto que já de cabelos grisalhos, chegando aos 50 anos, quando o encontrava, pedia-lhe a bênção e beijava-lhe a mão e a testa. Este exemplo meu pai nos deu e transmitiu a todos seus filhos, que até hoje têm esse costume.

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  3. Maria Fumaça: O que dizer sobre Maria Fumaça? Quando criança, várias vezes fiz o trajeto Santa Maria/Porto Alegre/Santa Maria, de trem, puxado por uma Maria Fumaça. Além do mais, como morador nas proximidades da Linha Férrea Santa Maria/Porto Alegre, em Santa Maria, Vila Schirmer, sua presença em minha memória, teima a permanecer até hoje.

    Por derradeiro: Tio Delmar, sempre foi o elo entre a cidade grande e a pequena Vila Schirmer, em Santa Maria, junto a seus sobrinhos. Frequentemente nos visitava. Nunca esqueceu suas origens. Era o portador das novidades da capital, levando-as para o interior. Só um exemplo: quando ninguém possuía Câmara Fotográfica, lá aparecia ele, com uma Wapsa ou Kapsa, para registrar sua passagem por Santa Maria e deixar para a posteridade, fotos lindas de crianças, como eu e meus irmãos, nos passeios que fazíamos no histórico Monumento aos Ferroviários, localizado no Campestre do Menino Deus. Mais ainda. Conservamos na memória, os momentos de confraternização entre ele, Delmar, e meu pai, Euclides, quer na troca de experiência, quer na discussão de assuntos políticos, dúvidas no português, aritmética, etc. Verdade que no jogo de Escova, sempre perdia. Meu pai era muito bom nesse mister, assim como jogo de Damas e outros. Também perdia sempre, na discussão sobre futebol. Euclides Gremista e Delmar Colorado. A discussão era dura, mas respeitosa. O Grêmio sempre levava a melhor, sobre o Inter, naqueles tempos. Então a missão era facilitada...

    Queremos continuar, todos, tendo a oportunidade de ler e reler seus textos, que são excelentes. Nada de parar. Não se pode abrir mão de um talento desses. Que seja muito fértil, sua produção literária, por muitos anos, para nosso deleite. Do sobrinho Derli Baltasar Castagna Paim – São Leopoldo - RS

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