quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A reforma moral...

O Povo - A Sociedade - O Político
Não podemos esperar que os atuais políticos reformem a política e seus próprios procedimentos e a partir disso: a saúde, a educação, o transporte, a segurança e reordenem a Lei, se o fizessem estariam quebrando seus potes de ouro...
 
A sociedade é que deve reconhecer seu poder e tomar par si a iniciativa de, em lugar de falsa esperança, reformar os preceitos sobres: os valores morais de nossos direitos, de nossos deveres e de nossa soberania... ...pois é o caso de se indagar: será que esses políticos já tendo demonstrado ter suas “percepções” tolhidas pela natureza de seus caracteres, em seus “conscientes” devaneios de poder, poderão perceber os axiomas da ética, da razão e da lógica nessas relações?... ...Evidentemente que não. A lógica do transgressor é transgredir. Não podemos esperar que se auto-corrijam... ...isso é uma utopia... ...No Artigo abaixo tento dizer mais sobre o que penso a respeito.

Vale a pena ler de novo - Artigo de 2006:  
Os preceitos teóricos e práticos da Ciência Política não conseguem mais explicar o comportamento político no Brasil. Por isso precisamos recorrer aos Ramos da Antropologia para descrevê-los, através dos quais identificamos a deformação do atual exercício político a comprovar que seus agentes não se dedicam mais à lide por ideologia ou pela representatividade do coletivo exigida pelos cargos ou funções que ocupam ou visam ocupar.
A partir dessa premissa identificamos que a deturpação no exercício da política tradicional tornou-se um anacronismo se a considerarmos no contexto do “tempo”, pois o homem que se propõem a essa lide se torna do mundo e a serviço da comunidade, que deve ser o “astro” ao qual esse homem, como político, deveria se curvar em ato de reverência, não o contrário como se vivêssemos em uma monarquia!...
Mas o que constatamos é a total inversão desses valores, pois quando deveriam estar prestando serviço à sociedade, esta que, compulsoriamente, lhes é servil arcando com os custos: material, financeiro e moral decorrentes desta situação anômala. Pagamos regiamente - por vias transversas - para esses pseudopolíticos postularem um “emprego” e se manterem empregados sem a contrapartida a favor da sociedade a que devem servir.
Suas vocações e ambições se concentram nas oportunidades que vislumbram ao se apresentarem como postulantes para funções ou mandatos públicos. Uma vez atingidos esses objetivos, iniciam os conchavos em busca da formação de “quadrilhas” com seus pares ou comparsas, entre as casas do governo, visando obter benefícios “pecuniário e ou benesses imorais”. Muitas vezes mancomunam com grupos extra governo, que gravitam os “palácios” em busca de “favores” ou de lucros exorbitantes para si e ou para corporações que representam. 
Renegam o dever da autocrítica, como lema que poderia frear o egocentrismo de suas personalidades, se não renegassem somariam a favor do bem comum, que deve ser o objeto do ideário na postulação e no exercício da política tradicional.
No exercício da “coisa pública” deveriam, primordialmente, criar as regras comportamentais capazes de propiciar a coexistência social pacífica, mas não o fazem porque sabem que teriam de se submeter a elas e cultivarem: a correção moral, a compostura, a decência, a dignidade, a nobreza, a honradez e o pudor ético, princípios basilares que formam a essência do decoro necessário para o nobre exercício  político...
Esse comportamento confirma o princípio, de que o “ser social corrupto” nunca vai agir como “ser político ético”, por que esta virtude não consta na gênese do seu caráter como “ser humano”!
Tomemos como exemplo a Casa do Executivo Federal onde é facilmente identificável esse desequilíbrio no comportamento ético onde “seres políticos” se relacionam com a “corrupção” sob a tutela de uma “instituição partidária” numa interdependência, não do senso comum da ideologia como doutrina, mas sim do mórbido caráter maniqueísta que alicerça essa relação, que transgride o pudor ético e configura, claramente, um “trinômio do mal” cuja máxima é: nós representamos o supremo bem; nossos opositores o supremo mal. Entenda-se por opositores, nesse caso, não só a oposição política, mas, também a social, decorrendo dai todos os males que isso possa acarretar!...
Constata-se, a partir desse exame, que esse comportamento é o corpo e a alma dessa “instituição partidária” e o quanto suas ações e as dos seus seguidores se enquadram nos preceitos teóricos da Antropologia e se afastam do exercício político tradicional regido pela boa e salutar ciência política.
Mas tudo isso tem origem em um “pensamento” distorcido do que seja prática política, cuja figura chave nessa relação é seu "criador que porta o gene dominante transmitido às suas criaturas”.
Observando sua caminhada, no tempo e no espaço de sua vida política, nos deparamos com ele bradando pelos trabalhadores nos portões ou reivindicando pelos mesmos aos patrões das metalúrgicas! Com suas bravatas, suas mentiras, ditas inteiras ou por meias verdades, suas calúnias, suas promessas utópicas que nunca seriam cumpridas, somadas às suas ações obscuras e às transgressões a Lei e aos princípios básicos da convivência democrática!...
Mas, como explicar que, a despeito disso, num determinado momento da sua história política pregressa, tenha surgido como líder carismático, embora suas convicções equivocadas e distorcidas da realidade e seus propósitos escusos?
 Ora! Fica muito claro em seu histórico, que “ele” e “os” que passaram a lhe seguir ignoravam a essência da vida e das relações desta com o todo da natureza, o que não nos surpreende, pois ignoram até hoje!... Mas com certeza não foi só este o motivo, mas, também, a falta do pudor ético somado às suas obsessões pelo domínio e pelo poder. Que forma de poder? A Autocracia!
É provável que esse “comportamento”, tenha se originado a partir de uma desdita introspectada pelo que a aridez da Caatinga tenha causado nos primórdios desse subconsciente e somatize uma fuga, pois isso talvez não tenha encarquilhado tão somente a pele, mas, também, sua alma política.
Chamo atenção para o fato de que o que concluo sobre esse comportamento, não visa segregar a conhecida ignorância do saber que o acompanha nem qualquer outra razão pessoal, mas diferenciá-lo pela: preguiçosa, petulante, maldosa e “consciente” incapacidade de assimilar aquilo que está, claramente, estabelecido e que não seja a meta para atingir seus objetivos de poder político. Isso ninguém poderá lhe demover, pois esta é a característica antropológica que identifica e diferencia esse “comportamento” encarquilhado na gênese de um caráter.
Sabe-se que, num determinado momento dos meandros de sua caminhada como “pensador” sindicalista, enveredado para a política, ele passou a liderar um grupo de seguidores sob a égide do seu “carisma” e ao identificarem-se pela “distorcida gênese política”, sentiram-se onipotentes a ponto de, num “ritual canônico”, se “auto-ungirem” e, em satisfação às “tendências messiânicas, ungiram-lhe como soberano da grei e salvador da pátria”, segundo um mandamento absolutista que buscaram num “Monte Sinai imaginário”.
Naquele momento eles já aviam identificados “estratos sociais” passíveis de servirem como massa de manobra para seus objetivos escusos; aproveitaram-se, então, do caos social, em decorrência do estado de exceção política, para consolidarem-se como pseudogrupamento político, que hoje causa tanto mal à política convencional.
A partir de então, se intitulando socialistas, mas temperados por comportamentos “esquerdopatas marxistoides”, passaram a recrutar e receber adesões de políticos ou não, alguns fugidios e outros oriundos de partidos extintos, muitos até, com o propósito de combater o regime de exceção que se estabelecera ou em busca de abrigo. A esses se juntaram alguns intelectuais autênticos - já debandados - e os intelectualóides que sobrevivem até hoje na grei.
Nessa altura, jazia o corpo inerte, oriundo de uma “abiogênese”, faltando-lhe, somente, a alma e foi o cadinho do período de exceção que favoreceu o amalgamamento da pseudoideologia que, como um fantasma, ectoplasmava no meio da turbulência da retomada da democracia e do uníssono brado das “diretas já”.
A partir de então, já corpo e alma, “a jovem ser” recebia os cuidados do “pai e dos babás” com dedicação extrema, por isso a “criatura” apresentava bochechas gordas e rosadas; covinhas, dobrinhas; o sorriso e o olhar, no entanto, pareciam com os do “Bebê de Rosemary”, mas mesmo assim, pessoas de fora do “grupo maldito”, afagavam-lhe e diziam: que engraçadinha é parecida com o seu “criador”!...  Resultado: transformou-se no “monstro” que agora causa e causará tanto mal, por tantos ou mais anos, pior do que os desvios causados no período de exceção do regime militar, cujas conseqüências, sociais e econômicas, sofremos até hoje.
 Esse “monstro” tenta privar-nos: de nossas individualidades, do congraçamento do Povo, da liberdade de imprensa e, com isso, da liberdade de nos expressar. Com adjetivações de: pobres, ricos, classe média, brancos, negros, elite, banqueiros, burgueses, pobres do Nordeste, elites do Sudeste!... Esse é o comportamento que resulta dessa pseudoideologia: cruel, segregacionista, tendenciosa, separatista, com o nítido intuito de dividir o Povo em “castas”, pois seu mentor sabe que: o que divide para o povo multiplica para ele...
Mas que Ele e seus seguidores não se esqueçam de uma verdade axiomática: o que caracteriza “a individualidade antropológica do ser humano” não é sinônimo de “sua individualidade social”...
A Engenharia da Natureza prova nossas semelhanças como seres humanos, mas nos distingue, pelo “intangível” dessa individualidade, tais como: o saber, a inteligência e a capacidade intrínseca de entendermos a essência de nossas vidas e as relações destas com o todo da Natureza, ou seja: nossas percepções sensoriais.
È esse imensurável e intangível poder, que aleatoriamente dimensiona nossas virtudes, nossos defeitos, nossos erros, nossos acertos, nossas verdades, nossas mentiras, nossos ódios, nossos amores, nosso saber e nossa ignorância!... ...tornando-nos diferentes como indivíduos, não como “seres humanos”...
Mas não podemos esquecer que essas relações estão fundamentadas numa lei da Natureza que busca equilíbrio entre as ações e reações dos seres humanos como agentes dessa interação. Por essa razão o homem ético deve diferenciar-se manifestando, pelos meios que dispuser, suas reações de indignação e repúdio às ações de corrupção que encontrar no seu “caminho” e é a esse princípio que somo meus sentimentos de cidadão, junto ao meu dever como ente político.

Delmar Fontoura

2 comentários:

  1. Márcia Barcellos da Cunha27 de janeiro de 2012 16:35

    Sr. Delmar,
    Parabéns! Muito oportuno ler e refletir em questões tão importantes. Não devemos ignorar tantas verdades.Obrigada. Márcia

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  2. Oh! Minha boa amiga Márcia! Se não tomas te dôo a liberdade para que me chames, apenas, de Delmar... ...pois embora meu tempo, meu espírito é jovem, atemporal, por isso:


    Eu calço tênis e visto jeans, camiseta sob camisa solta e desabotoada no peito. Mantenho a penugem branca, substituta dos capiláceos, esvoaçante ao Minuano... Que “preciosidade” é este meu viver!...

    Minha matéria é do espaço,
    do tempo, meu pensamento,
    vividos para a eternidade.
    Já compreendi meu viver,
    não conto mais nesse tempo
    minha singular’idade!...

    Delmar Fontoura.


    Abraços.

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